
Está disponível o relatório Balanço Anual da Educação 2026, um estudo desenvolvido pelo EDULOG (o think tank da Fundação Belmiro de Azevedo) que contou com o apoio institucional do Instituto para o Ensino Superior (IES, I.P.) e da DGEEC na partilha de dados e elaboração.
No âmbito do Ensino Superior, o relatório dedica uma análise aprofundada à evolução recente da procura e às trajetórias dos estudantes, destacando temas cruciais como:
– A dimensão da quebra inédita no número de candidatos ao Concurso Nacional de Acesso na fase letiva de 2025/26;
– O impacto demográfico e a alteração das regras de acesso (como a exigência de duas provas de ingresso) na escolha dos cursos;
– O papel crescente dos CTeSP e a diferenciação entre os subsistemas universitário e politécnico;
– A transição dos licenciados para o mestrado e a estratificação social no sistema de ensino.
As Principais Conclusões revelam, de uma forma muito resumida, que embora Portugal tenha alcançado um enorme sucesso na massificação do setor — com 43% dos jovens entre os 23 e os 27 anos a completarem o ensino superior —, o sistema enfrenta agora uma quebra inédita na procura motivada pela contração demográfica e pelas novas exigências nas provas de ingresso.
O relatório indica que o principal foco de desigualdade se deslocou do acesso para o percurso dentro das instituições, existindo uma crescente disparidade na transição para o mestrado, onde os alunos com pais diplomados têm uma taxa de prosseguimento de estudos substancialmente maior.
Por fim, o mercado de trabalho mostra-se crescentemente seletivo, recompensando com prémios salariais os jovens que atingem o nível de mestrado em áreas de grande exigência cognitiva e matemática, como engenharia, tecnologia e gestão, enquanto os licenciados enfrentam maior estagnação e vulnerabilidade tecnológica.
Publicado em 30 de Jun 2026 | Atualizado em 30 Jun 2026

